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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública de 1946

Café Filho

18º Presidente da República

18º

Presidente da República

João Café Filho, potiguar de Natal, veio da militância trabalhista fora das oligarquias: jornalista combativo, fundou jornais, apanhou da polícia, elegeu-se deputado. Em 1950, o PSP de Ademar de Barros o colocou como vice na chapa de Vargas — casamento político de conveniência entre adversários históricos.

O tiro do Catete o acordou presidente na manhã de 24 de agosto de 1954. Herdou um país em transe, montou um ministério conservador e antigetulista — com a UDN afinal no poder — e prometeu uma única coisa: eleições no prazo.

Cumpriu: em outubro de 1955, Juscelino Kubitschek e João Goulart venceram. Mas parte de seu círculo conspirava abertamente para impedir a posse, e quando Café Filho se afastou por crise cardíaca, em novembro, o país mergulhou na semana mais rocambolesca da história presidencial: três presidentes em onze dias.

Impedido pelo Congresso de reassumir após o contragolpe do general Lott, encerrou ali a vida pública nacional. Escreveu memórias em dois volumes defendendo-se e morreu em 1970 — o primeiro presidente sem diploma superior e o primeiro protestante a chefiar o Estado brasileiro.

Perfil e Trajetória

Formação

Autodidata; iniciou Direito sem concluir — um dos raros presidentes sem diploma superior.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Primeiro potiguar e primeiro evangélico a presidir o Brasil
  • Conduziu a eleição de 1955, vencida por Juscelino Kubitschek

Outros cargos públicos

  • Jornalista
  • Deputado federal
  • Vice-presidente da República

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Primeiro presidente evangélico (presbiteriano) do Brasil — e primeiro sem diploma superior.

  2. Na Constituinte de 1946, defendeu o direito de o presidente da República ser processado como cidadão comum.

  3. Seu afastamento cardíaco em 1955 durou exatamente o tempo da crise — recuperou-se dias após o contragolpe, mas o Congresso não o deixou voltar.

  4. Morava em apartamento alugado em Copacabana durante a presidência.