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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

ColôniaVice-Reinado (Rio de Janeiro)

Antônio Álvares da Cunha, Conde da Cunha

Vice-Rei do Estado do Brasil

Antônio Álvares da Cunha, primeiro Conde da Cunha, inaugurou em 1763 uma nova era da administração colonial: foi o primeiro vice-rei a governar do Rio de Janeiro, para onde o Marquês de Pombal transferira a capital do Estado do Brasil. A mudança reconhecia o óbvio — o ouro das Minas Gerais e as tensões platinas haviam deslocado o centro de gravidade da colônia para o Sul.

Oficial-general da Armada Real, o conde encontrou uma cidade despreparada para o novo papel: sem quartéis, sem estaleiros à altura, com defesas envelhecidas. Diante da guerra com a Espanha, que acabara de tomar a Colônia do Sacramento, dedicou o governo à militarização da nova capital.

Fundou o Arsenal de Marinha, reorganizou os regimentos, fortificou a entrada da baía de Guanabara e iniciou obras urbanas que preparariam o Rio para sediar, décadas depois, a própria corte portuguesa. Governou com energia por vezes áspera, colecionando atritos com a câmara local e com os jesuítas em fim de linha.

Deixou o posto em 1767. Seu legado foi menos de realizações vistosas do que de fundação: converteu um porto açucareiro em capital político-militar — o palco onde se desenrolariam a chegada da família real, a Independência e o Império.

Perfil e Trajetória

Formação

Formação naval e militar na Armada Real portuguesa.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Primeiro vice-rei a governar do Rio de Janeiro (1763)
  • Fundou o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
  • Reorganizou as fortificações da entrada da baía de Guanabara

Outros cargos públicos

  • Oficial-general da Armada Real

Títulos e honrarias

  • 1º Conde da Cunha

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Foi o primeiro governante do Brasil a despachar do Rio de Janeiro — Salvador perdia ali 214 anos de capitalidade.

  2. Militarizou tanto a cidade que cronistas reclamavam que o Rio virara 'um quartel'.

  3. O Arsenal de Marinha que fundou construiria navios por mais de dois séculos no mesmo lugar.

  4. Governou sem nunca ter posto os pés no Brasil antes da nomeação.