Prudente de Morais
3º Presidente da República
3º
Presidente da República
Prudente José de Morais Barros, advogado de Itu, foi um republicano da primeira hora: fundador do Partido Republicano Paulista, primeiro governador republicano de São Paulo e presidente da Constituinte de 1891. Em 1894, venceu a primeira eleição presidencial por voto direto e tornou-se o primeiro civil a ocupar o Catete.
Sua missão histórica era uma só: provar que a República podia ser governada sem espada. Pacificou a Revolução Federalista por meio de anistia, devolveu os militares aos quartéis e enfrentou a desconfiança permanente dos florianistas, que o consideravam fraco.
O maior trauma do mandato veio do sertão baiano: Canudos. As expedições militares derrotadas pelo arraial de Antônio Conselheiro alimentaram teorias conspiratórias de restauração monárquica, até a campanha final de 1897 destruir o povoado — tragédia que Euclides da Cunha transformaria em 'Os Sertões'.
Um atentado em 1897, que matou o ministro da Guerra a seu lado, deu-lhe o capital político para desmontar o jacobinismo. Entregou a faixa em 1898, retirou-se para Piracicaba sem fortuna e morreu de tuberculose em 1902 — o civil austero que domesticou a República dos marechais.
Perfil e Trajetória
Formação
Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo).
Línguas
Principais feitos
- Primeiro presidente civil da República
- Presidiu a Assembleia Constituinte de 1891
- Desmontou o jacobinismo militar e devolveu o governo aos civis
Outros cargos públicos
- Vereador em Piracicaba
- Deputado provincial e geral
- Primeiro governador republicano de São Paulo
- Senador
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Sofria na presidência de uma doença dolorosa e afastou-se meses para cirurgia — o vice Manuel Vitorino chegou a mudar o governo de prédio.
No atentado de 1897, a arma do assassino falhou; o ministro da Guerra, marechal Bittencourt, morreu apunhalado ao defendê-lo.
Voltou de bonde para casa ao fim do mandato, sem escolta, aplaudido nas ruas — cena rara para um presidente impopular no cargo.
Morreu relativamente pobre, advogando em Piracicaba.