Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos
Último Vice-Rei do Estado do Brasil
Marcos de Noronha e Brito, oitavo Conde dos Arcos, tornou-se vice-rei do Brasil em 1806, aos 35 anos — o mais jovem a ocupar o posto e, sem que ninguém o soubesse, o último. Governou à sombra das guerras napoleônicas, que redesenhavam o mapa da Europa e ameaçavam varrer a monarquia portuguesa.
Em janeiro de 1808, chegou-lhe a notícia extraordinária: fugindo do exército de Junot, a família real portuguesa navegava para o Brasil com toda a corte. Coube ao jovem vice-rei improvisar, em semanas, a recepção de um Estado inteiro — alojamentos, cerimonial, abastecimento — primeiro em Salvador, depois no Rio de Janeiro.
Com o príncipe regente em solo americano, o cargo de vice-rei perdeu a razão de ser: D. João passou a governar diretamente. Arcos seguiu servindo como governador da Bahia, onde criou a primeira imprensa oficial da colônia e o jornal 'Idade d'Ouro do Brazil', e mais tarde foi ministro da Marinha de D. Pedro nos dias da Independência.
Voltou a Portugal após 1822 e morreu em 1828. Sua carreira resume uma transição de época: começou governando uma colônia e terminou servindo a dois impérios que a colônia gerou.
Perfil e Trajetória
Formação
Formação naval; oficial da Marinha portuguesa.
Línguas
Principais feitos
- Último vice-rei do Estado do Brasil
- Organizou a recepção da família real portuguesa (1808)
- Criou a primeira imprensa oficial da Bahia (Idade d'Ouro do Brazil, 1811)
Outros cargos públicos
- Governador da Bahia (1810–1818)
- Ministro da Marinha do Império (1822)
Títulos e honrarias
- 8º Conde dos Arcos
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Tornou-se vice-rei aos 35 anos — o mais jovem da história do cargo — e sem saber seria o último.
Recebeu a notícia da vinda da família real com semanas de antecedência para alojar 15 mil pessoas.
Criou o primeiro jornal oficial da colônia, o 'Idade d'Ouro do Brazil' (1811), na Bahia.
Serviu à colônia, ao Reino Unido luso-brasileiro e ao Império independente — três regimes em uma só carreira.