Delfim Moreira
10º Presidente da República
10º
Presidente da República
Delfim Moreira da Costa Ribeiro, político mineiro de Cristina, governou Minas Gerais e foi eleito vice-presidente na chapa de Rodrigues Alves em 1918. O destino lhe reservou um papel que não buscou: com o presidente eleito morto pela gripe espanhola antes da posse, assumiu interinamente a Presidência da República.
Seu mandato-tampão de oito meses transcorreu sob dupla sombra: a pandemia que devastara o país e sua própria saúde, já em declínio irreversível por doença neurológica. O governo era conduzido, de fato, pelo ministro Afrânio de Melo Franco — a quem a imprensa chamava 'vice-rei'.
Coube-lhe administrar a agitação operária do pós-guerra e organizar a eleição extraordinária de abril de 1919, vencida por Epitácio Pessoa, a quem transmitiu o cargo em julho.
Retornou então à vice-presidência, na vaga que era sua, e morreu um ano depois, em 1920. Seu caso — um vice interino entre a morte do eleito e a nova eleição — permanece único na história constitucional brasileira.
Perfil e Trajetória
Formação
Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo).
Línguas
Principais feitos
- Presidiu a transição após a morte de Rodrigues Alves eleito
Outros cargos públicos
- Secretário do Interior de Minas
- Governador de Minas Gerais
- Vice-presidente da República
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Foi presidente sem nunca ter sido eleito para o cargo — e sem jamais exercê-lo plenamente, doente que estava.
A imprensa chamava seu ministro Afrânio de Melo Franco de 'vice-rei da República', tal o poder de fato.
Seu retrato oficial foi pintado com ele já debilitado; morreu 11 meses depois de deixar o Catete.
É o único caso brasileiro de 'presidente interino constitucional' entre um eleito morto e uma nova eleição.