Duarte da Costa
2º Governador-Geral do Brasil
2º
Governador-Geral do Brasil
Segundo governador-geral do Brasil, Duarte da Costa chegou a Salvador em 1553 vindo dos salões da corte de D. João III, onde fizera carreira diplomática e palaciana. Sucedia um militar realizador — Tomé de Sousa — e herdava uma colônia ainda frágil, espremida entre o oceano e um sertão desconhecido.
Seu governo de cinco anos foi atravessado por conflitos em todas as frentes: guerras contra os tupinambás no Recôncavo, atritos ruidosos com o primeiro bispo do Brasil, D. Pero Fernandes Sardinha, e a instalação dos franceses na baía de Guanabara, em 1555 — a França Antártica de Villegagnon, que desafiaria Portugal por uma década.
Paradoxalmente, foi sob esse governo turbulento que germinaram sementes duradouras: em sua comitiva veio o jovem José de Anchieta, e em janeiro de 1554 os jesuítas fundaram, no planalto de Piratininga, o colégio que deu origem a São Paulo. O filho do governador, Álvaro da Costa, destacou-se nas campanhas militares que contiveram os ataques indígenas.
Deixou o cargo em 1558, sob críticas pela instabilidade, e retomou a vida de corte em Lisboa. Sem retrato conhecido e com biografia lacunosa, permanece como figura de transição — o elo entre a fundação heroica de Tomé de Sousa e a consolidação implacável de Mem de Sá.
Perfil e Trajetória
Formação
Formação palaciana e diplomática na corte de D. João III.
Línguas
Principais feitos
- Trouxe ao Brasil o padre José de Anchieta em sua comitiva (1553)
- Seu governo abrigou a fundação do colégio de São Paulo de Piratininga (1554)
- Resistiu à invasão francesa da Guanabara (França Antártica)
Outros cargos públicos
- Diplomata e conselheiro na corte portuguesa
Títulos e honrarias
- Fidalgo do Conselho de D. João III
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Não existe nenhum retrato conhecido dele — a imagem que usamos aqui é a assinatura, preservada na Torre do Tombo.
Seu desafeto, o bispo Sardinha, morreu devorado pelos caetés após um naufrágio — episódio que os modernistas de 1928 transformaram em símbolo da 'antropofagia' cultural brasileira.
O filho, Álvaro da Costa, comandava as tropas do pai — o nepotismo era regra assumida da administração colonial.
São Paulo nasceu 'em seu governo', mas ele jamais visitou o planalto de Piratininga.