Nilo Peçanha
7º Presidente da República
7º
Presidente da República
Filho de um padeiro de Campos dos Goytacazes, mestiço, Nilo Procópio Peçanha venceu todas as barreiras sociais da República oligárquica: bacharel pelo Recife, deputado constituinte aos 23 anos, senador, presidente do Estado do Rio. A morte de Afonso Pena, em 1909, fez dele o presidente mais jovem até então — aos 41 anos.
Em pouco mais de um ano de mandato, deixou marcas desproporcionais ao tempo: criou o Serviço de Proteção ao Índio, entregue ao positivista Rondon, e fundou as Escolas de Aprendizes Artífices, rede pioneira de ensino técnico que o tornou patrono da educação profissional brasileira.
Conduziu com neutralidade a eleição mais disputada da Primeira República — Hermes da Fonseca contra Rui Barbosa — e devolveu o poder ao vencedor, retomando a carreira fluminense e chegando a chanceler durante a Grande Guerra, quando rompeu com os impérios centrais.
Em 1922, liderou a Reação Republicana, desafiando as máquinas de Minas e São Paulo pela presidência; derrotado numa eleição contestada, morreu dois anos depois. A República tardaria um século para celebrá-lo como o que foi: o primeiro presidente negro do Brasil.
Perfil e Trajetória
Formação
Direito pela Faculdade do Recife.
Línguas
Principais feitos
- Criou as Escolas de Aprendizes Artífices — patrono da educação profissional (rede federal)
- Criou o Serviço de Proteção ao Índio, com Rondon (1910)
Outros cargos públicos
- Deputado constituinte aos 23 anos
- Presidente do Estado do Rio (2x)
- Vice-presidente da República
- Senador
- Ministro das Relações Exteriores (1917–1918)
Curiosidades
Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.
Primeiro presidente negro do Brasil, fato silenciado pelos contemporâneos e só reconhecido amplamente um século depois.
A elite carioca o apelidava com desdém de 'mulato de Campos'; ele respondia subindo na carreira.
Criou o SPI de Rondon com a ordem célebre: 'morrer, se preciso for; matar, nunca'.
As escolas técnicas que fundou dão nome até hoje ao maior prêmio da educação profissional: medalha Nilo Peçanha.