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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública Oligárquica

Washington Luís

13º Presidente da República

13º

Presidente da República

Washington Luís Pereira de Sousa, nascido em Macaé mas paulista por adoção e carreira, foi promotor, prefeito da capital e governador de São Paulo, cultivando fama de administrador rodoviarista — 'governar é abrir estradas'. Historiador respeitado da São Paulo colonial, chegou ao Catete em 1926 sem oposição séria.

Executou uma ambiciosa reforma monetária, buscando a conversibilidade da moeda, e tocou as estradas Rio–Petrópolis e Rio–São Paulo, as primeiras grandes rodovias do país. Por dois anos, pareceu presidir uma prosperidade sem nuvens.

O crash de 1929 mudou tudo: o café despencou, as reservas evaporaram e o presidente, inflexível, recusou socorro aos cafeicultores. No erro político decisivo, impôs o paulista Júlio Prestes como sucessor, rompendo o revezamento com Minas — que se aliou ao Rio Grande do Sul e à Paraíba na Aliança Liberal de Getúlio Vargas.

Derrotada nas urnas, a Aliança foi ao levante armado após o assassinato de João Pessoa: em 24 de outubro de 1930, a três semanas do fim do mandato, Washington Luís foi deposto e partiu para 17 anos de exílio. Último presidente da Primeira República, voltou em 1947 e morreu em 1957, dedicado aos livros de história.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo); historiador de ofício.

Línguas

Português

Principais feitos

  • Grandes rodovias Rio–Petrópolis e Rio–São Paulo ("governar é abrir estradas")
  • Obra historiográfica de referência sobre a São Paulo colonial

Outros cargos públicos

  • Promotor
  • Prefeito da cidade de São Paulo
  • Governador de São Paulo
  • Senador

Títulos e honrarias

  • Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
  • Membro da Academia Paulista de Letras

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. Historiador de ofício, escreveu obras de referência sobre a São Paulo colonial entre um cargo e outro.

  2. Sua frase 'governar é abrir estradas' virou lema nacional do rodoviarismo.

  3. Atribui-se a ele (provavelmente de forma apócrifa) a frase 'a questão social é caso de polícia'.

  4. Deposto a 21 dias do fim do mandato, ficou 17 anos em exílio voluntário entre Europa e EUA.