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Curadoria Histórica · Líderes do Brasil

Projeto Mandato

RepúblicaRepública Oligárquica

Artur Bernardes

12º Presidente da República

12º

Presidente da República

Artur da Silva Bernardes, mineiro de Viçosa, presidiu Minas Gerais e foi eleito presidente em 1922 na campanha mais envenenada da Primeira República: cartas falsas atribuídas a ele, com insultos ao Exército, incendiaram os quartéis antes mesmo da posse — que ocorreu sob estado de sítio.

Governou quatro anos praticamente inteiros em regime de exceção. Em 1924, a Revolução Paulista tomou a capital de São Paulo por três semanas, e o governo respondeu com o maior bombardeio já sofrido por uma cidade brasileira; dos rebeldes dispersos nasceria a Coluna Prestes, que percorreu 25 mil quilômetros pelo interior desafiando-o.

Endureceu contra a imprensa e os opositores — o cárcere da Clevelândia, no Oiapoque, tragou centenas de presos políticos — e promoveu a reforma constitucional de 1926, centralizadora. Defendeu o nacionalismo mineral, embrião da futura bandeira do 'petróleo é nosso'.

Deixou o poder odiado por tenentes e intelectuais, mas seguiu quatro décadas na vida pública: aderiu à Revolução de 1930, foi exilado após 1932, voltou como deputado constituinte e morreu em 1955, defendendo o monopólio estatal do petróleo que ajudara a semear.

Perfil e Trajetória

Formação

Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (São Paulo).

Principais feitos

  • Reforma constitucional de 1926
  • Defensor pioneiro do monopólio estatal do petróleo e das riquezas minerais

Outros cargos públicos

  • Deputado
  • Governador de Minas Gerais
  • Senador

Curiosidades

Fatos pessoais e situações peculiares registrados pela historiografia e pelo anedotário político.

  1. As 'cartas falsas' que quase impediram sua posse foram forjadas por dois jornalistas — que confessaram anos depois.

  2. Governou o quadriênio inteiro sob estado de sítio, recorde da história constitucional brasileira.

  3. O campo de detenção da Clevelândia, no Oiapoque, matou centenas de presos políticos de seu governo — capítulo sombrio pouco lembrado.

  4. Era apelidado de 'Seu Mé' pelos adversários — o deboche virou até marchinha de carnaval ('Seu Mé', de 1922, um dos primeiros sucessos carnavalescos do rádio).